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Olá pessoal!

Tem novidade em BH, não tem? Bem, acho que nem é tão novidade assim pois trata-se de um lugar inaugurado em março, mas falou-se tanto a respeito de tal aqui no nosso mundinho gastrô que rolou ansiedade. E por se tratar de uma novidade principalmente conceitual, quis muito conhecer.

Estou falando do Belo Comidaria que não é apenas mais um restaurante, mas uma Comidaria, no sentido mais amplo, puro e conceitual da palavra: atende a todo tipo de comensal e situação em que comida estará envolvida. Do café da manhã ao almoço, passando pelo happy-hour e chegando ao jantar. E se quiser levar um pãozinho de amanhã pra casa, os produzidos no local estão a venda.

20130421-120026.jpg O restaurante fica na bairro São Pedro, muito pertinho do Patio Savassi (e da Savassi), numa rua bem tranquila. E fora do “eixo”, por assim dizer.

A decoração é no mínimo interessante. E sustentabilidade aqui é a palavra. Muita coisa antiga, reaproveitada, reformada, rearranjada que, junto com demais elementos, fica super legal. A gente (eu) fica até pensando em copiar em casa mas isso é coisa que só um bom design de interiores consegue fazer… Hehehehe, cada uma com suas habilidades…

20130421-120330.jpg(Tá vendo essas cadeirinhas de metal aí da área externa? Lá nos porões do HC tem um monte… imagino que foi numa delas que Guimarães Rosa fez sua primeira anamnese…)

Tem cerca de 100 lugares. Mesas pequenas, grandes, compridas, coletivas, alguns sofás e um agradabilíssimo salão inferior.
20130421-122916.jpg (Eu tô do lado de cá da “tela de galinheiro” que faz ás vezes de guarda-corpo da parte superior. Pardón pela foto…)

Falando um pouquinho sobre a “direção” do estabelecimento, quem cozinha é o chef Henrique Gilberto (Alguém lembra? Ele foi vencedor de um reality show gastronômico, o “Super Chef”, que passava no programa da Ana Maria Braga, insiprado no TopChef…) que tem como sócio Rafael Mantesso (a.k.a blog Marketing na Cozinha, que vocês deveriam ler…).

20130421-123935.jpg (A linda decoração nas paredes)

E pelo que euzinha aqui pude entender do conceito da comida, trata-se de mineira/brasileira moderna, sempre privilegiando ingredientes e fornecedores regionais. Comida que nos remete a agradáveis e remotas lembranças… Enfim, Comfort Food no seu âmago. Simples, mas não simplória. E boa, claro! Porque ninguém precisa ser “especialista” pra apreciar comida boa…

Ah! Não espere encontrar nada trufado, confitado, sifonado, sous-vidadoE abra sua mente para cortes menos nobres – mas não menos saborososo – dos animais.

Chegamos para o almoço de um domingo, já meio tarde. Como não havia mesas disponíveis, ficamos um pouquinho na área externa, admirando o ambiente e já estudando o enxuto cardápio…

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…que nada mais é do que uma prancheta NORMAL com folhas impressas em papel A4 NORMAL.

(Sustentabilidade: check (ainda mais se reciclam).
Ausência de frescura: check.
Possibilidade do cardápio mudar com a sazonalidade e não destruir todo uma floresta na produção de novos cardápios: double check!)

Seguindo a tendência dos cardápios exíguos resumidos, este não podia ser diferente. Tipo: você escolhe ave, porco, boi ou vegetariano… Bem, eu como qualquer coisa, menos pepino e pessoas vegetarianas. Fomos de costela de vitelo. Desta vez dispensamos as entradas – já saberão o motivo.

Vamos filosofar um pouquinho enquanto esperamos o prato? Tudo bem que o cardápio é curtinho, mais resumido, privilegiando a sazonalidade e tals…. Mas acho que quando isso acontece, é necessário que o garçom faça uma pequena introdução, explique bem as possibilidades de pedido, até mesmo com relação a troca de acompanhamentos, opcionais etc…Não rolou conosco, e enquanto esperávamos, bisbilhotei as mesas adjacentes e subjacentes e vi algumas pessoas receberem alguns pratos que não consegui “localizar” no cardápio… Seriam especiais do dia? Especiais para aquela pessoa? Estava eu sendo boicotada??? Acreditando na Teoria da Conspiração: mode ON.

Bom, chega de filosofar que o prato chegou.

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De cara, achei meio pequeno. Lembrem-se que sou muito gulosa faminta. Porém o pedaço de carne foi bem satisfatório e estava macio, suculento e muito saboroso! Por se tratar de uma carne naturalmente mais gordurosa, a costela satisfaz bem o paladar, mesmo em quantidades mais módicas. O alho-poró estava uma delícia, poderia comer uns 4 pedaços deste… Tenro, temperadinho. Super vou aproveitar essa idéia aqui em casa.

Agora, este arroz (o negócio gratinado a direita) estava mísero! Esta porção que veio – tipo uma colherada “de servir” – dava só pra mim. E olhe lá…! Nesta hora chamei o garçom e perguntei se não poderia trazer um pouquinho mais de arroz. Ele foi muuuito solícito e respondeu: “Claro, podemos sim! Inclusive se você quiser pedir mais, até da carne, é só falar que traremos!”. Pronto, já fiquei feliz! Muito feliz, na verdade. Mesmo não tendo certeza se esta é a real. Prefiro assim do que desperdício de comida. Tipo ir num restaurante e pedir um prato que está escrito que “dá pra 2”, mas na verdade alimenta a China.

O tal do arroz de forno era muito “chique”. Tenho quase certeza que feito com arbóreo. Estava bom e certamente comeria uma larga porção dele. Na verdade este era o meu desejo. Mãããsss, algum erro de comunicação entre garçons e cozinha aconteceu que minha porção extra de arroz veio de arroz branco! O gentil garçom quis de todo jeito trocar, mas eu não deixei. Teria que esperar mais… já estava acabando a carne… Bom, comi o arroz branco. Com sacrifício, só que não.

O bom tamanho da porção principal e o fato de não termos pedido entradas nos possibilitou algo raro: sobremesa! O bolo de chocolate de lá já está ficando famoso e não quis deixar passar.

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É lindo: o garçom traz o bolo inteiro e te pergunta qual o tamanho do seu pedaço. Aí ele parte e te serve. Atenção! Muita calma nessa hora! Nada de pedir um pedação, obnubilado pela gula… O bolo é denso, não extremamente doce e para amantes de chocolate amargo. A melhor parte é esse creminho bege, que segundo minha profa de culinária é ganache de caramelo. Eu e Clebinho dividimos uma fatia e posso afirmar que no finzinho já estávamos um “cadinho” enjoados. Mas isso é pessoal e não somos doçólatras, lembrem-se! Custa R$ 16 dilmas a fatia.

Cafezinho coado da Isabela Raposeiras que combinou muito bem com o bolo e finalizou a refeição magnificamente.

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Te falo que saímos de lá felizes, bem alimentados, satisfeitos. Vontade de voltar? Yes, please!

Para o almoço executivo – R$ 28, com couvert e sobremesa – o chef publica diariamente o cardápio na página do Belo no Facebook, sempre com um comentário divertido. Atiça as lombrigas e você ainda ri… Aproveitando que você vai lá no Face e curte a nossa também: facebook.com/sempepino

E ouvi dizer por aí que o serviço de café da manhã começa hoje… Quem quer ir lá com a gente no domingo???

Por hoje é o que temos.

Beijos, galera. Bom apetite sempre!

Belo Comidaria
Rua Orange, 67 – São Pedro
Belo Horizonte/MG
Tel: (31) 36431569
Horário de funcionamento:
8h às 0h (atualizado diariamente no Facebook)

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